
Todos os modos ventilatórios surgem da combinação das variáveis ventilatórias: volume, pressão e fluxo em função do tempo. Os modos ventilatórios existentes, de acordo com a sua configuração, podem ter uma variável ventilatória livre (ex.: modo mandatório VCV), duas variáveis ventilatórias livres (ex.: modo mandatório PCV), três variáveis ventilatórias livres (ex.: o modo espontâneo PSV) ou até todas as quartro variáveis ventilatórias livres (ex.: modo espontâneo PAV) durante a fase inspiratória.
A figura abaixo mostra de forma simplificada o funcionamento de um respirador microprocessado. Após a programação do modo e dos parâmetros ventilatórios no painel de controle, o fluxo inspiratório é liberado através da válvula inspiratória para o paciente pelo ramo inspiratório do circuito do ventilador.

Na peça "Y" do circuito do respirador existe um sensor de pressão e um pneumotacógrafo (alguns respiradores têm dois pneumotacógrafos um no ramo expiratório após a válvula de exalação e outro internamente junto a válvula inspiratória), estes sensores transferem os dados de pressão e de fluxo respectivamente para um transdutor (inspiração e expiração) que alimenta a unidade central de processamento de dados - CPU.
Isto permite ao respirador:
1- Regular as válvulas inspiratória e expiratória para controlar o modo ventilatório que foi escolhido.Isto permite ao respirador:
2- Fornecer uma leitura numérica e gráfica sobre o modo ventilatório e sobre a mecânica do SR do paciente.
3- Acionar os alarmes de segurança.
4- Ajustar as variáveis ventilatórias dos modos ventilatórios de duplo comando quando disponíveis ( ex.: PRVC, PAV e outros).
Dados sobre o trabalho respiratório do paciente também podem ser vistos em alguns respiradores, isto facilita o reajuste dos parâmetros ventilatórios ou a modificação do modo, quando necessário.
Os modos ventilatórios supracitados e alguns outros de uso freqüente no CTI serão abordados futuramente.